31 de outubro de 2010

GUERRA E FOME: ATÉ QUANDO?

Por mais que a lógica do lucro e do poder explique praticamente todas as aberrações sociais cometidas pelos seres humanos, ela continua sem lógica de um entendimento objectivo. Um relatório divulgado há pouco tempo pela ONU (Organização das Nações Unidas) ressaltou que o número de vítimas da desnutrição grave e permanente aumentou em 12 milhões em apenas um ano, passando de 842 milhões em 2005 para 854 milhões de pessoas em 2006, a este ritmo continuou até 2009. Isso representa cerca em média 2 em cada seis habitantes do planeta.
Ainda segundo fontes da ONU, em 2006 a fome matou uma criança menor de dez anos a cada cinco segundos no mundo; e a cada quatro minutos uma pessoa perdeu a vista por falta de vitamina A. O paradoxo disto está na evidência que a Terra, de acordo com cálculos de especialistas da mesma organização, tem potencial para alimentar com 2.700 calorias diárias 12 biliões de pessoas, quase o dobro da população mundial.
Enquanto a ONU divulgava um relatório com números tão chocantes, o Instituto de Pesquisa de Paz Internacional de Estocolmo (Sipri) mencionava no seu relatório anual que o mundo gastou por ano 1,2 trilião de dólares em guerras. Ou seja, masis de 3,5% nos gastos militares do planeta, em comparação com o ano anterior.
Segundo esse relatório, somente os Estados Unidos foram responsáveis por quase a metade de todo o dinheiro dedicado por governos a armas em (falamos exclusivamente do ano 2006), gastando 529 biliões de dólares (cerca de 1,2 trilião de reais) – um crescimento de 4,75% (acima da média mundial). Por outro lado, o Programa Mundial de Alimentação do Departamento do Estado Norte Americano – a maior agência assistencial do mundo – possui um orçamento anual de 3 biliões de dólares. Dinheiro que, em tese, é usado para combater a fome em várias partes do mundo.
Antes que o texto vire um emaranhado de números e cifras, justifico a citação dos dados anteriores como uma prova cabal da insensatez dos líderes do planeta. Não é preciso ser economista para afirmar que 1,2 trilião de dólares por ano não somente daria para acabar com a fome das 854 milhões de pessoas que dela são vítimas, como acabaria com todos os demais itens que compõem o estado de miséria em que vivem outros tantos milhões.
Pessoas há, que tentam justificar a indústria da guerra como uma impulsionadora de milhões de empregos diretos e indiretos em todos os Continentes. Ainda assim, este argumento deixa de ter qualquer lógica (CLICAR) plausível para quem pense no destino da raça humana. É óbvio que quaisquer indústrias voltadas para a construção das reais melhorias de vida das sociedades e do meio ambiente serão muito mais bem sucedidas e aceites pela maioria.
As guerras alimentam poucas bocas, ávidas por devorar tudo o que encontram pela frente. A fome, ao contrário, mata um “exército” de inocentes, incapazes de levantar um só dedo contra tamanho genocídio. Por mais conhecimento e tecnologias que a humanidade ostente como prova de sua civilização, o estado primitivo de seu espírito coletivo delata o real estágio evolutivo em que se encontra.

26 de outubro de 2010

VIVA A CRISE!!!

A Suíça tremula. Zurique alarma-se. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça - viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.

Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!

O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir!

A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios. Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.

Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.

Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 biliões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três triliões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os activos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.

Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.

Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.

O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um carácter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...

Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?

Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suíça?

Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?

Porquê após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?

Tudo lá ficou para sempre e em segredo...

A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.

Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.

"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel. No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.

Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.

Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país. Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.
Sob que pretexto? Fraude fiscal. Para muito breve, a queda do império financeiro suiço!

Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

24 de outubro de 2010

O QUE É QUE EXISTE DE ERRADO NA MISSA NOVA?

O TEMA QUE APRESENTAMOS PODE SER CONFERIDO:
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PERGUNTA

Prezado,

Gostaria de que me explicasse uma coisa:

Se a missa nova não é válida, como dizem os tradicionalistas, como é que o papa, sendo representante de Deus aqui na terra, aceita e aprova tal missa?

O que é que existe de errado na missa nova?

Abraços e obrigado pelas respostas!

RESPOSTA

Muito prezado Alexandre,

Surpreende-me que uma pessoa da diocese de Campos, da qual Dom Mayer foi Bispo, não saber disso. Campos foi, outrora, a baluarte da ortodoxia contra os erros do Concílio Vaticano II, e foi fortaleza da Missa de sempre contra a Missa nova. Um campista me fazer essas perguntas revela como caiu a instrução religiosa por aí, pois a resposta deveria ser bem sabida.
A Missa nova é válida, quando o sacerdote pronuncia corretamente as palavras da Consagração, sobre pão de trigo e vinho de uva, tendo a intenção de fazer o que faz a Igreja quando celebra a Missa.
Outro problema é a Missa show, que é ilícita.
Outro problema ainda é o fato de a Missa nova ser protestantizante.
Então, dizer apenas que a Missa nova é válida é esconder problemas e levar os fiéis a engano.
Como me pergunta você sobre os erros da Missa Nova, se aí, em Campos, deveria haver defesa clara da Missa antiga por parte dos antigos padres de Dom Mayer? Ou eles não explicam mais os erros da Missa nova? Outrora, Padre Rifan escreveu 62 razões pelas quais não se podia assistir a Missa Nova. Mas como temo que hoje seja difícil encontrar essas 62 razões em Campos, mando-as para você:

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62 razões para não assistir à missa nova
Por que a Missa Tradicional Latina?
Por que NÃO a Nova Missa?

Sessenta e duas razões porque, em consciência, não podemos assistir à Nova Missa (também conhecida por Missa do Papa Paulo VI, Novus Ordo, Nova Liturgia) seja no vernáculo ou em latim, (com o sacerdote) de frente ao povo ou o Tabernáculo. Assim, pelas mesmas razões, aderimos fielmente à Missa Tradicional (também conhecida por Missa Tridentina, Missa Latina Antiga, Missal Romano, Missal do Papa São Pio V, Missa de Sempre).

1. Porque a Nova Missa não é uma profissão inequívoca de Fé católica (como a Missa Tradicional), é ambígua e protestante. Portanto, dado que rezamos de acordo com o que cremos, é natural que não possamos rezar com a Missa Nova na maneira protestante e ainda crer como Católicos!
2. Porque as mudanças não foram apenas pequenas mas de fato envolvem "uma renovação fundamental... uma mudança total... uma nova criação". (Dom A. Bugnini, co-autor da Missa Nova).
3. Porque a Missa Nova nos leva a pensar que "as verdades podem ser alteradas ou ignoradas sem infidelidade para com aquele sagrado depósito da doutrina ao qual a Fé católica se encontra eternamente ligada". (+)
4. Porque a Missa Nova representa "um afastamento acentuado da teologia católica da Missa tal como foi formulada na Sessão XXII do Concílio de Trento", o qual, ao estabelecer os "cânones", forneceu uma "barreira insuperável contra qualquer heresia que atacasse a integridade do Mistério". (+)
5. Porque a diferença entre as duas Missas não reside simplesmente numa questão de mero pormenor ou apenas numa modificação de cerimônia, mas "tudo que é de valor perene recebe apenas um lugar de menor importância (na Missa Nova), mesmo que subsista". (+)
6. Porque "Reformas recentes têm mostrado plenamente que novas mudanças na liturgia não podem levar a nada, exceto a um completo desnorteamento dos fiéis, que já evidenciam sinais de ânsia e afrouxamento de fé". (+)
7. Porque em tempos de confusão tais como os que agora vivemos, somos guiados pelas palavras de Nosso Senhor: "Pelos seus frutos os conhecereis". Os frutos na Missa Nova são: queda de 30% na assistência à Missa de domingo nos Estados Unidos (NY Times 24/5/75), declínio de 43% na França (Cardeal Marty), declínio de 50% na Holanda (NY Times, 5/1/76).
8. Porque "entre os melhores elementos do clero o resultado prático (da Missa Nova) é uma agonia de consciência...". (+)
9. Porque em menos de sete anos após a introdução da Missa Nova, o número de sacerdotes no mundo diminuiu de 413.438 a 243.307 - em quase 50% (Estatística da Santa Sé).
10. Porque "as razões pastorais que são aduzidas em apoio de tão grave ruptura com a tradição... não nos parecem adequadas". (+)
11. Porque a Missa Nova não manifesta Fé na Real Presença de Nosso Senhor - a Missa tradicional manifesta-a inequivocamente.
12. Porque a Missa Nova confunde a Real Presença de Cristo na Eucaristia com a Sua Presença Mística entre nós (aproximando-se à doutrina protestante).
13. Porque a Missa Nova torna indistinta o que deveria ser uma diferença bem definida entre o sacerdócio HIERÁRQUICO e o sacerdócio comum do povo (tal como o faz o protestantismo).
14. Porque a Missa Nova favorece a teoria herética que é a Fé do povo e não as palavras do sacerdote que torna presente Cristo na Eucaristia.
15. Porque a inserção da "Prece dos Fiéis" luterana na Missa Nova acompanha e expõe o erro protestante de todas as pessoas serem sacerdotes.
16. Porque a Missa Nova elimina o Confiteor do sacerdote, tornando-o coletivo com o povo, deste modo promovendo a recusa de Lutero em aceitar o preceito católico - que o sacerdote é juiz, testemunha e intercessor com Deus.
17. Porque a Missa Nova dá-nos a entender que o povo concelebra com o sacerdote - o que vai contra a teologia católica.
18. Porque seis ministros protestantes colaboraram na confecção da Missa Nova.
19. Porque, da mesma maneira que Lutero eliminou o Ofertório - visto que muito claramente exprime o caráter sacrifical e propiciatório da Missa - igualmente a Missa Nova cancelou-o, reduzindo-o a uma mera Preparação das Ofertas.
20. Porque uma parte importante da teologia católica foi afastada a fim de permitir aos Protestantes, embora mantendo a sua antipatia pela verdadeira Igreja Católico-Romana, utilizar o texto da Missa Nova sem dificuldade. O ministro protestante Thurian disse que um fruto da Missa Nova "será talvez que as comunidades não católicas poderão celebrar a Ceia do Senhor enquanto empregam as mesmas preces que as da Igreja Católica." (La Croix 30/4/69).
21. Porque a maneira narrativa da Consagração na Missa Nova infere que é apenas in memoriam, e não um verdadeiro sacrifício (tese protestante).
22. Porque, através de omissões graves, a Missa Nova leva-nos a crer que é somente uma refeição (doutrina protestante) e não um sacrifício pela remissão dos pecados (doutrina católica).
23. Porque tais mudanças como: mesa em vez de altar, (o sacerdote) enfrentando o povo em vez do Tabernáculo, Comunhão na mão, etc., dão ênfase a doutrinas protestantes (p.e. a Missa é apenas uma refeição, o sacerdote somente um presidente da assembléia, etc.).
24. Porque os próprios Protestantes têm dito que "As novas preces católicas de Eucaristia abandonaram a falsa perspectiva de um sacrifício oferecido a Deus." (La Croix 10/12/69).
25. Porque enfrentamos um dilema: ou ficamos protestantizados por assistirmos à Missa Nova, ou preservamos a nossa Fé católica, aderindo fielmente à Missa Tradicional de todos os Tempos.
26. Porque a Missa Nova foi idealizada de acordo com a definição protestante da Missa: "A Ceia do Senhor ou Missa é uma sagrada sinaxe ou assembléia do povo de Deus que se reúne sob a presidência do sacerdote a fim de celebrar o memorial do Senhor." (Par. 7 Introd. ao novo Missal, definido a Missa Nova, 6/4/69).
27. Porque, por meio de ambigüidades, a Missa Nova pretende agradar aos Católicos enquanto agrada aos Protestantes: é portanto um instrumento de "duas línguas" e ofensivo a Deus, porque Ele detesta qualquer espécie de hipocrisia. "Malditos sejam... os de dupla língua, porque destroem a paz de muitos." (Sirach 28;13).
28. Porque belos e familiares hinos Católicos que durante séculos inspiraram as pessoas foram tirados para fora, sendo substituídos por novos hinos com um sentimento fortemente protestante, assim reforçando ainda mais a impressão clara que não se assiste a uma função católica.
29. Porque a Missa Nova contém ambigüidades que sutilmente favorecem a heresia, sendo isto mais perigoso do que se fosse abertamente herética, dado que uma meia-heresia assemelha-se a uma meia verdade!
30. Porque Cristo tem apenas uma Esposa, a Igreja Católica e o seu serviço de adoração não pode ao mesmo tempo servir também religiões que são inimigos dela.
31. Porque a Missa Nova acompanha a forma da Missa herética anglicana de Cranmer, e os métodos empregados para a sua promoção seguem precisamente os métodos dos heréticos ingleses.
32. Porque a Santa Madre Igreja canonizou numerosos mártires ingleses que foram mortos porque recusaram participar numa Missa como é a Missa Nova!
33. Porque Protestantes que se converteram à Fé católica ficam escandalizados quando vêem que a Missa Nova é igual àquela em que participaram enquanto Protestantes. Um deles, Julien Green, pergunta "Por que convertermo-nos?".
34. Porque a estatística demonstra que houve um grande declínio nas conversões ao catolicismo após a introdução da Missa Nova. As conversões, que tinham atingido 100.000 por ano nos Estados Unidos, diminuíram até menos de 10.000!
35. Porque a Missa Tradicional forjou muitos santos. "Inúmeros santos foram alimentados por ela com a devida piedade para com Deus..." (Papa Paulo VI, Const. Apost. Missale Romanum).
36. Porque a natureza da Missa nova é tal que facilita profanações da Sagrada Eucaristia, ocorrendo estas com uma freqüência que com a Missa Tradicional era inconcebível.
37. Porque a Missa Nova, não obstante as aparências, veicula uma nova Fé, e não a Fé católica. Veicula o modernismo e acompanha exatamente as táticas do modernismo, utilizando uma terminologia vaga a fim de insinuar e fazer progredir o erro.
38. Porque, introduzindo variações opcionais, a Missa Nova mina a unidade da liturgia, sendo cada sacerdote suscetível de se desviar de acordo com os seus caprichos, sob o disfarce de criatividade.
39. Porque muitos bons teólogos, canonistas e sacerdotes católicos não aceitam a Missa Nova, afirmando que não são capazes de celebrá-la em boa consciência.
40. Porque a Missa Nova eliminou tais coisas como: genuflexões (ficam apenas três), purificação dos dedos do sacerdote no cálice, nenhum contato profano dos dedos do sacerdote após a Consagração, pedra do altar e relíquias sagradas, três toalhas de altar (reduzidos a somente uma), tudo "servindo apenas para salientar quão ultrajantemente a fé no dogma da Real Presença é implicitamente repudiada." (+)
41. Porque a Missa Tradicional, enriquecida e madurecida por séculos de Sagrada Tradição, foi codificada (e não inventada) por um Papa que era um Santo, Pio V; enquanto a Missa Nova foi artificialmente fabricada.
42. Porque os erros da Missa Nova, acentuados na versão vernacular, estão mesmo presentes no texto latino da Missa Nova.
43. Porque a Missa Nova, com a sua ambigüidade e permissividade, expõe-nos à ira de Deus porque facilita o risco de celebrações inválidas. "Consagrarão validamente os sacerdotes num futuro próximo que não receberam a formação tradicional, e que fiam no Novus Ordo com a intenção de "fazer o que faz a Igreja"? São-nos lícitas certas dúvidas.
44. Porque a abolição da Missa Tradicional lembra-nos da profecia de Daniel 8,12: "E foi-lhe dado poder contra o sacrifício perpétuo por causa dos pecados do povo" e a observação de Santo Afonso de Ligório que sendo a Missa a melhor e mais bela coisa que existe na Igreja aqui na terra, o diabo sempre se esforçou através de hereges de privar-nos dela.
45. Porque nos lugares onde a Missa tradicional é mantida, a fé a o fervor do povo são maiores, enquanto o contrário verifica-se onde reina a Missa Nova. (Relatório sobre a Missa, Diocese de Campos, ROMA, Buenos Aires §69, 8/81).
46. Porque junto com a Missa Nova há uma nova catequese, uma nova moralidade, novas preces, novas idéias, um novo calendário - em suma, uma Nova Igreja, uma total revolução da antiga. "A reforma litúrgica... não se enganem, eis onde começa a revolução." (Dom Dwyer, Arcebispo de Birmingham, porta-voz do Sínodo Episcopal).
47. Porque a própria beleza intrínseca da Missa Tradicional atrai almas; enquanto a Missa Nova, na falta de qualquer atrativo próprio, tem que inventar novidades e diversões a fim de apelar ao povo.
48. Porque a Missa Nova incorpora numerosos erros condenados pelo Papa São Pio V no Concílio de Trento (Missa inteiramente em vernáculo, as palavras de Consagração ditas em voz alta, etc. Vide Condenação do Sínodo Jansenista de Pistoia), e erros condenados pelo Papa Pio XII (p.e. altar em forma de mesa. Vide Mediator Dei).
49. Porque a Missa Nova quer transformar a Igreja Católica numa igreja nova e ecumênica que abranja todas as ideologias, todas as religiões - certas e erradas, verdade e erro; objetivo há muito ansiado pelos inimigos da Igreja Católica.
50. Porque a Missa Nova, ao remover as saudações e a bênção final quando o sacerdote celebra sozinho, mostra uma falta de crença na Comunhão dos Santos.
51. Porque o altar e o Tabernáculo agora se encontram separados, assinalando deste modo uma divisão entre Cristo e o Seu sacerdote e Sacrifício no altar, de Cristo na Sua Real Presença no Tabernáculo, duas coisas que, pela própria natureza, devem ficar juntas." (PIO XII).
52. Porque a Missa Nova já não constitui um culto vertical do homem a Deus, mas um culto horizontal entre os homens.
53. Porque a Missa Nova, embora pareça conformar-se às provisões do Concílio Vaticano II, na realidade se opõe às suas instruções, dado que o Concílio proclamou o desejo de conservar e promover o rito tradicional.
54. Porque a Missa Latina tradicional do Papa São Pio V nunca foi legalmente revogada e portanto permanece um autêntico rito da Igreja Católica por meio da qual os Católicos podem cumprir a sua obrigação dominical.
55. Porque o Papa São Pio V concedeu um indulto perpétuo, válido "para sempre", para se celebrar a Missa Tradicional livre e licitamente, sem escrúpulo de consciência, sentença ou censura (Bula Papal "Quo Primum").
56. Porque o próprio Papa Paulo VI, ao promulgar a Missa Nova, declarou que "O rito em si NÃO é uma definição dogmática..." (19/11/69).
57. Porque o Papa Paulo VI, quando lhe perguntou o Cardeal Heenan da Inglaterra se revogava ou proibia a Missa Tridentina, respondeu: "Não é a minha intenção de proibir absolutamente a Missa Tridentina".
58. Porque "no Libera Nos da Missa Nova, a Santíssima Virgem, os Apóstolos e todos os Santos já não são mencionados; a Ela e a eles assim já não se pede a intercessão, mesmo em tempo de perigo." (+)
59. Porque em nenhuma das três novas Preces Eucarísticas (da Missa Nova) existe referência alguma... ao estado de sofrimento dos que faleceram, em nenhuma há a possibilidade de um particular Memento", assim minando a fé na natureza redentora do Sacrifício." (+)
60. Porque muito embora reconheçamos a autoridade suprema do Santo Padre no seu governo universal da Santa Madre Igreja, sabemos que mesmo esta autoridade não nos pode impor uma prática que é tão CLARAMENTE contra a Fé: uma Missa que é equívoca e favorecedora da heresia por isso desagradável a Deus.
61. Porque, como consta no Concílio Vaticano I, "não se prometeu aos sucessores de Pedro o Espírito Santo, a fim de que pela Sua revelação pudessem fazer uma nova doutrina, mas sim a fim de com o Seu auxílio pudessem inviolavelmente manter e fielmente expor a revelação ou o depósito de fé entregue através do Apóstolos." (D.S. 3070).
62. Porque a heresia, ou qualquer coisa que favoreça a heresia, não pode constituir matéria de obediência. A obediência fica ao serviço da Fé e não é a Fé que fica ao serviço da obediência! No caso precedente, então, "Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens". (Atos dos Apóstolos, 5, 29).

OS DOCUMENTOS SOBRE ABUSOS NO IRAQUE REVELADOS PELO WIKILEAKS

O mundo está em estado de choque pela revelação dos documentos revelados pelo famoso site WikiLeaks.org. Governos e organizações internacionais de defesa dos direitos humanos querem respostas às denúncias levantadas contra os exércitos dos EUA, do Iraque e de outras forças aliadas depois da difusão de 400 mil documentos militares secretos que apontam para práticas de torturas e outros abusos.
Na minha modesta opinião, a única coisa que pode chocar é o elevado número de documentos. Sim, de resto, quem não sabe que os militares dos Estados Unidos têm este comportamento nos países onde estão em “missão”?
Depois vem o Ministro deste país e o ministro do outro, acrescem os gritos das organizações internacionais, com ar de aborrecidos, como se tudo isto lhes fosse desconhecido. Enfim, até posso admitir que para os líderes que mal sabem onde estão os seus militares, olharão de forma interrogativa para algum comandante. Este fica em silêncio e reúne-se uma comissão para fazer um desmentido ao país.
Não, eu não sou um conhecedor destas coisas, não, eu nunca andei na guerra, nem sequer estou a fazer algum julgamento. Eu vi militares dos diferentes países que estavam estacionados em Angola e em Moçambique, surgirem do nada nos seus poderosos carros militares e pegarem à força jovens raparigas e levarem-nas enquanto estas gritavam por socorro e toda a gente virava a cara para o lado com receio de levar uma bala na testa. Só vi isto! E por isto nada me admira.
Se um simples peão como eu foi testemunha destes acontecimentos, quanto mais a WikiLeaks.org. De acordo com uma entrevista em Janeiro de 2010, a equipa do WikiLeaks era constituída por menos de dez pessoas a trabalhar em regime de horário completo, mas especula-se que o Wikileaks conte com algo entre mil e dois mil voluntários, que trabalham ocasionalmente - a maioria sem qualquer contrapartida financeira. Entre os intelectuais, activistas, jornalistas e programadores listados pelo Wikileaks como membros de seu conselho, estão o australiano Phillip Adams (produtor do clássico documentário Corações e mentes), o brasileiro Chico Whitaker (proponente e articulador do Fórum Social Mundial), o chinês Wang Dan (um dos líderes dos protestos da Praça Tiananmen em 1989) e Ben Laurie (criador do Apache-SSL e um dos maiores especialistas mundiais em segurança de rede).
São estas pessoas altamente profissionalizadas que põem a descoberto os arquivos secretos obtidos pelo site e apresentados pela Al-Jazira revelaram a existência de uma ordem secreta da cúpula do exército dos EUA para que não fossem investigados os casos de tortura atribuídos a autoridades iraquianas descobertos pelas forças norte-americanas. Os EUA também encobriram, segundo os documentos, o fato de "centenas" de civis iraquianos terem sido assassinados em postos de controlo militar operados por soldados norte-americanos depois da invasão do Iraque, em Março de 2003, por forças estrangeiras lideradas por Washington em busca de armas de destruição em massa que nunca vieram a ser encontradas.
Ainda de acordo com a Al-Jazira, os EUA "compilaram um registo de iraquianos mortos e feridos no conflito, apesar de o terem negado publicamente". Os documentos divulgados hoje revelam que a Guerra no Iraque matou pelo menos 109 mil pessoas entre a invasão do país, em Março de 2003, e o fim do ano passado, informou a Al-Jazira. Dos 109 mil mortos, 63% eram civis, segundo os documentos secretos norte-americanos citados pelo canal. O número de civis iraquianos mortos inclui 15 mil pessoas a mais que o admitido anteriormente.

23 de outubro de 2010

NOVA ORDEM MUNDIAL

De tempos a tempos surge uma notícia sobre a nova ordem, o chip, governo mundial, nova ordem económica, confesso, não dou muita atenção a essas coisas. Eis quando, a minha mulher aparece em casa com um cartão que anula o bilhete de identidade, cartão do utente (serviços médicos), cartão do ministério das finanças, enfim, um cartão que não só anula todos os cartões mas que traz uma fotografia digitalizada e um chip. Confesso, fiquei de boca aberta. O mais impressionante de tudo; aparentemente inofensivo e carregado de vantagens. Não sei quantos cartões num só! A verdade porém, ela deixou de ser uma pessoa sem privacidade, ao receber aquele cartão ela ficou registada em todos os computadores do mundo. Como é possível que ela se tenha deixado enganar? A verdade, ela não podia contornar a situação a partir do momento em que um dos cartões caducou. Aí está a forma como você e eu perdemos, sem nos darmos conta, o nosso espaço, o nosso pequeno jardim e passamos a ser controlados estejamos onde quer que seja.
Isto não se passa só em Portugal, o Brasil vai introduzir o mesmo processo. Todos os países da América do Sul, Central e do Norte, toda a Europa, não haverá um cidadão que tenha um lugar para dizer “tenho a minha privacidade”.
Uma das grandes questões mundiais é a economia, a falência de bancos, instituições e países (Grécia, Islândia, Portugal…). Hoje a economia é a grande preocupação e esta vai ao ponto de criar métodos que permitam saber quantos cêntimos tem cada cidadão.
Sabia que as maiores economias do mundo apostam num enfraquecimento das suas moedas. As exigências são as mesmas em qualquer lugar: fortalecer a economia nacional. Uma mistura perigosa para a economia mundial.
"Guerra monetária" é um termo horrendo que, há alguns tempos, voltou à tona. Foi o ministro brasileiro da Fazenda quem usou essa terminologia pela primeira vez. E, logo a seguir, os Bancos Centrais e políticos em torno do globo já evocavam um cenário que lembra a terrível crise dos anos 1930.
Naquela época, em consequência da Grande Depressão, cada país agia à sua maneira, o que levou a um caos monetário e ao desmoronamento do comércio mundial. Foi exactamente isso o que se quis impedir, há dois anos, quando a actual crise económica eclodiu: mais que rapidamente, as 20 maiores economias do mundo trataram de se reunir, acertaram as regras e medidas que regulamentam o comércio internacional, injectaram dinheiro no mercado e apresentaram programas gigantescos de apoio à conjuntura.
Tudo isso foi bom e certo – através dessas medidas, achou-se também que o G20 seria o garante adequado para tratar dos problemas da economia mundial. Mas tudo indica que não é bem assim.
Essa guerra monetária, agora reacendida, pode destruir com um só golpe os primórdios modestos do G20. Em questão de política monetária, uma coisa fica clara: não se trata de 20 países que se unem, mas sim de 20 nações que, a princípio, têm em vista os seus próprios interesses nacionais.
Isso mostra que as promessas do G20 de abdicar, no futuro, do proteccionismo, não valem obviamente nada. No entanto, se esse clube poderoso fracassasse agora na questão monetária, o que não é de todo improvável, o mundo iria então desmoronar numa crise sem precedentes, frente à qual o que passamos até agora iria parecer brincadeira de crianças.
Até agora, os europeus permaneceram na posição de espectadores. Mesmo assim, estão alarmados. Pois o euro, cuja extinção estava “profetizada” no fim do primeiro semestre, no auge da crise da Grécia, exactamente esse euro ganha agora novas forças.
A política monetária dos vigilantes da moeda, nas torres de Frankfurt, aposta num câmbio estável e uma inflação mínima. Dito por outras palavras o G20 o que pretende é secar todos os países periféricos da comunidade Europeia, depois avançarão lentamente para outros consideradas economias emergentes até secarem tudo e todos. Um Estado vai ficar de pé, um que defende uma “Nova Era Mundial”, bom, não será a Venezuela do sr. Hugo Chaves, nem o Brasil, nem tão pouco o Irão ou Alemanha, nem sequer a China. Qual será?
Eu creio, por agora, que o grande objectivo dos governos é o de controlar em termos quantitativos o dinheiro, para tanto, os países estão a construir uma poderosa máquina que mais tarde ou mais cedo cairá nas mãos de um poder religioso; então você e eu, não seremos controlados só em termos económicos mas também em termos religiosos. Ou seja naquilo que é mais querido ao ser humano: a consciência. Se não acredita, o problema é seu!

20 de outubro de 2010

PESSOAS QUE FALAM VERDADE

A SIC a prestar um monumental serviço ao país, ao dar-nos a conhecer um comentarista que é uma "pedrada no charco" e uma "lufada de ar fresco". Não tinha visto, não sei quem é, mas é um indivíduo notável! Pessoas como este senhor é que a Fátima Campos Ferreira deveria levar ao "Prós e Contras", pois os que lá vemos são muitas vezes em grande medida aqueles que nos trouxeram até onde estamos!
Vejam até ao fim!

18 de outubro de 2010

O PAPA PROPÕE-SE SER O FIEL DE BALANÇA NESTE "TEMPO DE CRISE".

Em resposta à crise financeira mundial, o papa Bento XVI pede a criação de uma “verdadeira autoridade política mundial”. Esta nova “autoridade” iria impor políticas mundiais económicas, ambientais e imigratórias para ajudar a construir uma ordem social que “está em conformidade com os padrões morais”. O apelo surge na encíclica recentemente lançada pelo papa, intitulada Caritas in Veritate, ou Amor na verdade.
Grande parte da preocupação do Papa pela justiça social reflecte bem a mensagem do livro de Tiago, que reprova os ricos do mundo nos últimos dias por oprimir e abusar dos pobres (Tiago 5:1-6). A crítica do Papa ao capitalismo desenfreado e desordenado, e seu apelo em favor da ecologia e à acção comunitária para empresas e corporações procura tomar o sentido e o espírito dos profetas do Antigo e do Novo Testamentos. Apela a viver-se um ética de mordomia, altruísmo e cuidado na vida diária e nos negócios em particular.
É admirável o apelo que faz no que concerne aos direitos; estes – diz ele - não podem ser alcançados e promovidos na falta dos deveres dos envolvidos. A liberdade sugere responsabilidade, ou as condições da liberdade desaparecerão.
Porém, é preocupante quando o papa, um religioso, líder espiritual visa a aconselhar os governos sobre a criação de uma entidade política mundial que implemente uma série de práticas políticas, económicas e morais por meio da força e coerção. O papa é claro quanto a esse último ponto. Apela a um consenso mundial no sentido de que a Igreja Católica forme um “corpo político” e que este seja “investido com o poderes efectivos de garantir a segurança para todos, respeito pela justiça e pelos direitos.”
Jesus Cristo, a quem o papa afirma representar aqui na Terra, disse claramente: “Meu reino não é deste mundo. Se o Meu reino fosse deste mundo, os Meus ministros se empenhariam por Mim... mas agora o Meu reino não é daqui” (João 18:36). Um corpo político “investido” com o “poder” para garantir a “segurança” e “conformidade”, como o papa recomenda, necessitaria, obviamente, da utilização de uma força policial ou militar. O qual será a motivação profunda para o Papa fazer um tal apelo?
Se levarmos em conta o que se passou ao longo da história podemos deduzir duas coisas; 1) A Igreja Católica era tida e havida em assuntos dos governos; 2) Essa pretensão renova-se nestes tempos de crise. Sob o manto da caridade a Igreja deseja voltar a ter um papel nestes tempos de conselheiro-mor para a aplicação de uma ordem económica, social e moral. Mas, de acordo com as profecias bíblicas, isto foi previsto pelos profetas.
“A História testifica de seus esforços, astutos e persistentes, no sentido de insinuar-se nos negócios das nações; e, havendo conseguido pé firme, nada mais faz que favorecer seus próprios interesses, mesmo com a ruína de príncipes e povo.” O Grande Conflito, p. 580
O Papa considera que a crise ecológica “oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta colectiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direcção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral”.
Por isso, a mensagem assinala que não se pode avaliar a crise ecológica e económica “prescindindo as questões relacionadas com elas”, desafiando a “uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento” e “o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações”.
“A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural, precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos”, escreve Bento XVI.
Segundo o Papa, as várias situações de crise que o mundo atravessa - de carácter económico, alimentar, ambiental ou social - “são também crises morais e estão todas interligadas”.
A degradação ambiental, indica, “põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico”.
Retomando o que escrevera na sua terceira encíclica, Caritas in veritate, Bento XVI precisa que “os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros”.
O Papa encoraja a educação para “uma responsabilidade ecológica” que salvaguarde “uma autêntica «ecologia humana» e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza”.
Bento XVI não deixa de referir que a Igreja “exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo”, considerando que “tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos”.
Concluindo, o Papa afirma que “proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa”, vendo no combate à actual crise “uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos”. A este tempo a Igreja é chamada a ser um indicador de caminhos, um “fiel da balança”.
“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar. Quem compreende melhor do que os dirigentes papais como tratar com os que são desobedientes à igreja?” Conflito dos Séculos, p. 580

14 de outubro de 2010

CHILE: BÍBLIAS NO FUNDO DA MINA TRANSMITIRAM ÂNIMO AOS MINEIROS


Pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Carlos Diaz Parra (à esquerda), mostra uma das Bíblias em miniatura enviadas ao poço onde se encontram os 33 mineiros presos no deserto do Atacama. O Pr. Parra está a servir como capelão no local da emergência. [Foto de cortesia da Divisão Sul-Americana]
A chegada de Bíblias em miniatura para os 33 mineiros chilenos presos a 700  metros abaixo do solo está a aumentar a esperança de resgate.
"Dai graças àqueles que nos enviaram as Bíblias", um mineiro identificado como Renan disse a uma revista semanal brasileira na semana passada. A Bíblia "transmitiu-me tanta fé que vou sair daqui", disse Renan.
Oficiais da Igreja do Sétimo Dia do Chile dizem que as Bíblias que forneceram aos mineiros estão são uma luz espiritual para o grupo que espera o resgate. Meios de comunicação locais têm referenciado a sobrevivência dos mineiros como um milagre, estes meios de comunicação têm destacado a iniciativa da Igreja Adventista.
Os mineiros - que ficaram soterrados desde o dia 5 de Agosto em consequência de um colapso de um túnel na mina de San José no deserto chileno de Atacama – o alimento que tinham era suficiente para dois dias, eles o raciocinaram de tal modo que ao fim de 17 dias estavam vivos. Agora, eles aguardam o resgate, que os especialistas dizem que mineração pode levar até quatro meses.
A Associated Press em 31 de Agosto informou que a perfuração preliminar começou a liberar os mineiros. Enquanto esperam, alimentos, água, suprimentos médicos - e agora, bíblias em miniatura - estão chegando através de um eixo de abastecimento.
Carlos Parra Díaz, um pastor adventista que supervisiona o distrito do norte chileno de Copiapó, a aprovação de seguros a partir Laurence Golborne, o ministro de mineração do país, a enviar Bíblias para os mineiros presos. Cada volume é cerca de três por cinco centímetros para se encaixar o dispositivo que está transportando suprimentos para os mineiros. Cada Bíblia foi personalizada com o nome de um mineiro, e incluiu escrituras específicas para incentivá-los.
"Nós sempre estivemos disponíveis para ajudar os nossos irmãos que estão sofrendo tanto fora como dentro da mina", disse Parra. "Agora temos preparado ... essas mini Bíblias, assim os mineiros, confinados como estão, podem ler a Palavra de Deus."
Uma lupa acompanha cada uma das mini bíblias para facilitar a leitura, a revista brasileira relatou. Cada Bíblia é marcado com as palavras: "Estamos a orar pelo vosso retorno à superfície.” A revista também disse que o Salmo 40 é destaque em toda a Bíblia. A passagem lê, em parte, "Eu esperei pacientemente pelo Senhor; E ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor Ele também me tirou de um poço horrível ... e os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. "
A Igreja também deu uma cópia da Bíblia aos ministros da saúde e dos minérios, bem como para cada uma das famílias no local do resgate. Parra está actuando como capelão do acampamento.
"Se Deus os manteve vivos, ele vai continuar cuidando deles", disse Parra à Revista brasileira. "A nossa oração é de agradecimento ao Senhor pelo facto dos nossos compatriotas estarem vivos. Continuamos a orar para que o resgate seja antes do que está previsto pelos especialistas, isso, será outro milagre”, disse ele.
Como resultado da distribuição da Bíblia, a Igreja estabeleceu uma presença na área da mina e agora é uma "referência espiritual" para o campo, disseram os dirigentes adventistas locais.
Hoje e pela graça de Deus, podemos afirmar que este ministério de intercessão foi ouvido pelo Céu, estão todos resgatados. Um terceiro milagre, é possível; a entregar das suas vida a Cristo. Por isso, nós oramos!

13 de outubro de 2010

OS MINEIROS SOTERRADOS NO CHILE COMEÇARAM A SER RESGATADOS

Esta difícil experiência vivida pelos mineiros chilenos durante mais de 2 meses, faz-me pensar na situação da humanidade presa na Terra em consequência de um "desmoronamento" provocado por uma anjo rebelde, Satanás. Anima-nos a esperança de Jesus voltar pela 2ª vez e realizar o maior resgate da História:
1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
João 14.
Estas palavras são uma promessa d´Aquele que desceu do Céu, realizou todos os preparativos e voltará para de uma vez levar os que se mantiverem animosos nesta esperança (1ª Tes.4:13-17).
Louvo a Deus pelo empenhamento dos técnicos que tão arduamente trabalharam para que o resgate fosse conseguido. Oro ao Criador que o ânimo manifestado por estes mineiros e os ajudou a suportar situação tão dramática, anime também aqueles que esperam pelo grande RESGATE. Fica registado a atitude destes valorosos ao chegarem à superfície:
68 dias depois de ter ficado retido na mina de S. José, no deserto de Atacama, Chile, Florencio Avalos, 31 anos, está de volta à superfície, de volta à vida. Foi o primeiro dos sete homens que já deixaram a mina.

A cápsula Fénix demorou 16 minutos a percorrer os 622 metros que separam os 33 mineiros da superfície do agora denominado Campo Esperança.

Com óculos escuros nos olhos - para o proteger da luminosidade diferente da que tinha no fundo da mina - Florencio Avalos foi recebido com lágrimas, aplausos e cânticos de alegria. O homem, que já pôde abraçar a mulher e o filho, está, agora, a ser submetido a exames médicos.

Mário Sepulveda foi o segundo mineiro a chegar à superfície, cerca de uma hora depois de Avalos (5h09 de Lisboa). O mineiro de 39 anos subiu de muito bom humor. Juan Illanes, de 52 anos, foi o terceiro a ser retirado da mina (6h07 de Lisboa).

O quarto resgatado foi o único boliviano dos 33 mineiros que ficaram retidos no subsolo. Carlos Mamani Solis, de 24 anos, saiu às 7h40. Seguiu-se o mais novo do grupo, Jimmy Alejandro Sanchez, de 19 anos, que chegou à superfície às 8h10.

O sexto minar a reencontrar os familiares foi Osmán Araya, de 30 anos. José Ricardo Ojeda Vidal, viúvo de 47 anos, diabético, foi o sétimo a ser içado. A operação de resgate dos homens deve ficar concluída apenas na sexta-feira.

10 de outubro de 2010

DERRAME DE LAMA TÓXICA NA HUNGRIA

Os 800 habitantes da aldeia de Kolontar foram evacuados hoje na sequência de uma nova fissura na parede de um reservatório da fábrica de bauxite e alumínio que provocou um derrame de lamas tóxicas na segunda-feira.(CLIQUE PARA VER IMAGENS IMPRESSIONANTES)
Esta fissura faz temer uma "provável" segunda inundação de lama vermelha tóxica depois de catástrofe do dia 4, que provocou pelo menos sete mortes, um desaparecido e 150 feridos, segundo o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban citado pela AFP.
O reservatório 10 da fábrica situada em Ajka, 160 quilómetros a ocidente de Budapeste, está em risco de se desmoronar completamente devido a uma nova fissura na sua parede e "500 mil metros cúbicos de lama tóxica" poderão espalhar-se na região, precisou o chefe do governo.
VEJA O FILME: TUDO ISTO SÃO CLARAMENTE "RUMORES DO FIM", JESUS VEM MUITO BREVE. ELE É A SUBLIME ESPERANÇA  DOS QUE CRÊEM, AMÉM! 

8 de outubro de 2010

EXTRAODINÁRIO DISCURSO DE UM SOLDADO AMERICANO DOIS DIAS ANTES DE MORRER



Discurso de um soldado americano (vejam antes que o vídeo seja banido da Net).
O soldado apareceu morto 2 dias depois do discurso, a autópsia revelou ter sido vítima de um ataque cardíaco.
Depois de um discurso destes, é difícil acreditar em ataque cardíaco. A menos que tenha sido provocado. Não seria de estranhar...

7 de outubro de 2010

A DOUTRINA DO CHOQUE OU A DOUTRINA DA ESPERANÇA

O documentário que assistirá abaixo foi produzido por Naomi Klein, estrela do movimento antiglobalização desde que escreveu “No Logo”, onde denuncia a cultura do consumismo e as relações de poder entre as grandes corporações e os trabalhadores.
A jornalista canadiana publicou o livro: “A Doutrina do Choque”, onde faz considerações sobre o que chama “capitalismo do desastre”. Para Klein, é essa filosofia da força e poder que determina as relações políticas e sociais dos dias de hoje.
Para defender a sua tese, a autora relembra a terapia do choque, usada pela psiquiatria nos anos 40, que permitia, a partir do uso do choques elétricos em pacientes, “limpar” a mente dos doentes, de modo que pudesse ser trabalhada pelos médicos de maneira supostamente saudável.
Nos anos 50, a CIA, agência americana de inteligência, apropriou-se do método para interrogatório, levando as pessoas a passarem por situações que causassem choques psicológicos.
Na economia, a doutrina do choque é apresentada como uma filosofia de poder que aponta os períodos subsequentes a grandes tragédias, segundo a escritora, como a oportunidade ideal para impor ideias radicais do livre mercado a sociedades em estado de choque com os desastres. Foi assim com o massacre de Tiananmen. Foi assim com o colapso da União Soviética. O 11 de setembro de 2001. A guerra contra o Iraque, O Tsunami asiático. O furacão Katrina em Nova Orleans.
Naomi Klein é uma voz importante na comunidade internacional, muito embora eu fique um pouco inquiento com a sua visão maniqueísta da política contemporânea. Mas o seu raciocínio no documentário abaixo fez-me pensar sobre como a doutrina do choque se aplica com muita frequência à vida religiosa nos dias de hoje. É algo que me afecta directamente por um motivo simples: sou cristão, adventista do sétimo dia, e acredito, portanto, na volta de Jesus. Actualmente, os adventistas estão fazendo um grande esforço para associar esse acontecimento a um futuro com esperança. Fico feliz de ver essa apresentação de modo tão clara e bíblica, devo no entanto reconhecer que há uma franja dentro da igreja que gostariam que a Vinda de Jesus fosse apresentada como “onde de choque de medo” que levasse as pessoas a alterem o modo de vida pelo “choque psicológico”, é importante os dirigentes serem guiados pelos Espírito Santo e não se deixarem manipular por essas franjas. Recordo a conversa que tive com um sacerdote Católico, não há muito tempo sobre algumas doutrinas erradas da Igreja Romana, respondeu com toda a honestidade "se alterassemos alguma coisa o povo não o permitiria". Mal está quando o "rebanho" guia o "pastor", digo eu.
Lamentavelmente, há ainda uma forte visão no Cristianismo moderno que se vale de recursos parecidos com a doutrina do choque denunciada por Naomi Klein. A apresentação da volta de Jesus não está ligada a um recomeço, mas ao fim dos tempos; o Armagedom seduz mais do que o Lar Celestial; o medo prevalece sobre o amor.
A tradição cristã registada na Bíblia é clara quanto ao poder libertador da devoção cristã. O próprio Jesus sentenciou: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Num outro texto, está escrito que “o amor lança fora o medo”. O esforço dos adventistas é apresentar o Cristianismo como um exercício de libertação para um futuro com esperança. A adoração pela conversão é esperança, a adoração pela imposição é inquisição!

6 de outubro de 2010

A UNIVERSALIDADE DO MAL

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso"

3 de outubro de 2010

O BRASIL VAI ÀS URNAS PARA AGRADECER AO CESSANTE

Luíz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de Outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele é o trigésimo quinto e actual presidente da República Federativa do Brasil, cargo que exerce desde o dia 1º de Janeiro de 2003.
Lula, forma hipocorística de "Luís", é sua alcunha desde os tempos em que era representante sindical. Posteriormente, este apelido foi oficialmente adicionado ao seu nome legal para poder representá-lo eleitoralmente. É co-fundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1990, foi um dos fundadores e organizadores, junto com Fidel Castro, do Foro de São Paulo, que congrega parte dos movimentos políticos de esquerda da América Latina e do Caribe.
Lula é o brasileiro que mais vezes se candidatou à presidência da República do Brasil, sendo candidato a presidente cinco vezes.
Em 2006 ultrapassou Rui Barbosa, que se candidatou quatro vezes.
Com carreira política feita no estado de São Paulo, Lula é o único presidente do Brasil nascido em Pernambuco. Seu património pessoal, conforme declarado à justiça eleitoral por ocasião das eleições de 2006, foi avaliado em cerca de 840 mil reais.
Segundo a revista norte-americana Newsweek, Lula se encontrava em final de 2008 no 18° lugar das pessoas mais poderosas do mundo, ocupando a liderança do ranking na América Latina. Em lista divulgada pela revista Forbes em Novembro de 2009, Lula foi considerado a 33ª pessoa mais poderosa do mundo. Em ambas as listas, primeira colocação mundial é ocupada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Em 2009 foi considerado o 'homem do ano' pelos jornais Le Monde e El País. De acordo com o jornal britânico Financial Times foi uma das 50 pessoas que moldaram a década pelo seu "charme e habilidade política" e também por ser "o líder mais popular da história do país." Para o Instituto Datafolha, Lula era a personalidade mais confiável dentre uma lista de 27, em pesquisa publicada no primeiro dia do ano de 2010.
Os brasileiros vão hoje às urnas para reeleger Lula. Informação errada? Só nominalmente: que interessa que a candidata do PT seja Dilma Rousseff? Se Lula (o Cara, como é carinhosamente tratado pelo presidente dos Estados Unidos) tivesse escolhido um rinoceronte como sucessor (já aconteceu: conta a revista ´Veja´que, na década de 50, um destes bichos foi candidato a deputado por São Paulo), os brasileiros votavam no rinoceronte. Não admira: Lula arrancou 20 milhões de brasileiros da pobreza e a economia do país prepara-se para ser uma das cinco maiores do mundo.
Mas a lenda Lula, que o próprio foi construindo, fez-se por continuidade, não por revolução: a continuidade da política de Fernando Henrique Cardoso, que disciplinou a inflação e abriu a economia brasileira às privatizações e ao exterior. Lula, controlando as franjas radicais do PT, respeitou a cartilha do antecessor e, mesmo no seu famoso assistencialismo, apenas aprofundou e alargou o que já vinha de trás. Em rigor, o Brasil não vai eleger um novo presidente. Vai às urnas para agradecer ao cessante.

O QUE OS CATÓLICOS MAIS DETESTAM: O CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II

Se a sociedade civil sentiu os primeiros movimentos telúricos em 1968, a Igreja entrou no clima de revisão pelo menos 6 anos antes, com o Concílio Ecuménico Vaticano II, iniciado em 1962 e encerrado em 1965. E com a renovação (compreensível e, em certos aspectos, aceitável e necessária) surgiram os primeiros sinais do terramoto que estava explodindo.

Alguém, com muito mais autoridade do que eu, já denunciara as modificações tentadas e feitas para mudar a rota da Igreja: uma visão teológica diferente de Deus, de Jesus Cristo, da Igreja e do homem, uma atitude pastoral diferente na relação Igreja / mundo e na relação entre a Igreja católica e as outras confissões cristãs ou entre a Igreja católica e as outras religiões, um modo diferente de conceber a disciplina.

Em Maio de 1989, o presidente da C.E.I., o Cardeal Ugo Poletti, preocupado com as consecutivas divisões no organismo clerical”. E ainda: “As preocupações referentes particularmente aos alunos dos nossos seminários e institutos religiosos, aqueles que amanhã serão os nossos novos sacerdotes, e que certamente não recebem hoje de alguns dos seus mestres um exemplo formativo, sob o perfil da teologia, da espiritualidade e do senso da Igreja”. Com o que sessenta e três especialistas em ciências eclesiásticas escreveram sobre a Igreja italiana e as “profundas alterações no conteúdo da fé católica”

Pergunto: se os bispos italianos não se limitassem somente a algumas lamentações sem efeito, a choramingas sem consequências, se tivessem tomado a decisão corajosa e dolorosa, no entanto, o terramoto agora permanente do qual a Igreja é vítima há 40 anos, foi veiculado nas novas gerações de padres mal formados nos seminários: a infecção que estes contraíram nos anos da sua formação (ou deformação!), transmitiram-na, depois, nas suas paróquias., torna-se necessária, desinfectar os seminários. Se tivéssemos tido essa coragem, teriam saído novos seminaristas em plena sintonia com a doutrina, com as directivas e com as necessidades da Igreja?

Hoje muitos bispos não governam mais a Igreja: diante de certos comportamentos gravíssimos de alguns padres, limitam-se a algumas amargas constatações e a piedosos conselhos, e nada mais. Parece que se envergonham do poder do governo, como se fosse um sinal de dureza do coração. Não governam por temer os contra-golpes que certamente receberiam de uma base (e estou falando de sacerdotes) agora já anárquica e ingovernável. Governar significa fazer Leis, obrigar a respeitá-las e punir quem as viola.

Jesus fundou a sua Igreja sobre três “pernas”. O poder de ensinar, o poder de santificar e o poder de governar. Tentar deixar a Igreja em pé só sobre duas pernas, sem o poder de governo, é pura e danosa ilusão. E a anarquia presente hoje na Igreja o demonstra amplamente

Quando até sacerdotes favoráveis ao aborto (e portanto assassinos) ficam impunes, qualquer outro rebelde sabe que terá garantida a impunidade. Se um padre cuspir no rosto de Cristo com heresias e revoltas sistemáticas, algum bispo está imediatamente pronto a invocar a caridade, a paciência, a necessária compreensão em relação a um irmão que se engana, a capacidade de saber aguardar um seu arrependimento... Se fosse preciso, por que renunciar a chamar a atenção também dos bispos? É S. Paulo que nos ensina a fazê-lo, criticando nada menos que o apóstolo Pedro, chefe da Igreja, e primeiro Papa, “de simulação, de hipocrisia, de comportamento não reto conforme a verdade do Evangelho” e o corrige “na presença de todos” (Gal 2, 11-14).
É o caso de meditar atentamente sobre quanto escreveu João-Paulo II falando de si mesmo: “Ao papel de Pastor faz parte também a advertência. Acho que, neste aspecto, talvez fiz muito pouco...Talvez devo reprovar-me por não ter procurado suficientemente dar ordens. Até certo ponto, isto deriva do meu temperamento. Se o bispo diz: “ Aqui quem manda sou eu”, ou então, “ Eu estou aqui para servir” falta alguma coisa: ele deve servir governando e governar servindo”.

A crítica é um bem quando nasce do amor à Igreja e da vontade de melhorar os nossos Pastores. E quando se critica a sua actuação não é baseado em nossos critérios, mas nos critérios de Jesus Cristo. Se um bispo não remove um padre pró-aborto (ou herege), os outros padres e todos os fiéis, embora sofrendo, não podem fazer nada. Este pecado de omissão permitiu aos lobos de permanecer imperturbáveis no meio do rebanho e prejudicar as ovelhas indefesas.

Estou consciente de que quem apresenta qualquer objecção em relação ao Concílio é imediatamente atacado como rebelde à Igreja. Mas, sem dúvida, é evidente que algumas coisas pouco claras ocorreram neste Concílio Ecuménico Vaticano II. O Papa Paulo VI teve a honestidade de reconhecer a espantosa tempestade em que a Igreja navega: “Em muitos sectores, o Concílio não nos deu até agora a tranquilidade, mas ao contrário provocou inquietações e problemas não úteis ao restabelecimento do Reino de Deus na Igreja e nas almas [...] Grande parte dos males não investem contra a Igreja do lado de fora, mas a aflige, a enfraquece a corrói por dentro”.

As dimensões do estrago denunciado por Montini quando diz: “ A fumaça de Satanás entrou no templo de Deus... Esperava-se que depois do Concílio viria um dia de sol para a história da Igreja. Mas, pelo contrário, chegou um dia nublado, com tempestades e trevas”

Para completar, o padre holandês Edward Schillebeeckx, afirmou sem hesitações: “No Concílio, nós usamos palavras equívocas e não soubemos ao que depois nos teríamos que ajustar”.

E João Paulo II se alia à denúncia ao lamentar: “É preciso admitir realisticamente e com dor que grande parte dos cristãos de hoje se sentem perdidos, confusos, perplexos e até desiludidos, se se difundiram fortemente ideias contrárias à verdade revelada e sempre ensinadas; se se propagaram verdades e até heresias no campo dogmático e moral, criando dúvidas, confusões, rebeliões; prejudicou-se também a liturgia. Imersos no relativismo intelectual, moral e, portanto, nos permissivíssimos, os cristãos são tentados pelo ateísmo, pelo agnosticismo, pelo iluminismo vagamente moralístico, por um cristianismo sociológico, sem dogmas e sem moral objectiva”

São responsáveis aqueles teólogos que, nas faculdades universitárias, até pontifícias, e nos seminários, há anos ensinam verdadeiras e próprias heresias ou deixaram no silêncio verdades incómodas (inferno, purgatório, mandamentos, castidade, penitência, indulgências...). São responsáveis aqueles pastores de alma que, na catequese e na pregação, não levam em conta as normas da Igreja no campo litúrgico e disciplinar. E responsáveis são também aqueles leigos que se conformaram com as bobagens de certos Pastores sem protestar. É o mesmo Bento XVI que nos exorta: “É tempo de reencontrar a coragem do anticonformismo, a capacidade de se opor e de denunciar muitas tendências da cultura que nos circunda. Renunciando a certa eufórica solidariedade pós-conciliar”.

Em poucas palavras, o Pontífice reinante, no encerramento do Ano Sacerdotal, afirmou. “ a Igreja usa o bastão contra os sacerdotes indignos”. Esperemos que esta sábia advertência não caia no vazio.
Texto baseado em Irene Bertoglio - "O Concílio e o terramoto na Igreja"

2 de outubro de 2010

EQUADOR EM CLIMA DE GUERRA

O Equador enfrenta um clima tenso nesta quinta-feira (30) por conta de protestos de policiais e militares em três cidades do país. Há relatos de comércio fechado e saques na capital, Quito, e em Guayaquil.

Militares tomaram as pistas do aeroporto de Quito, que estava fechado. O prédio do Congresso também foi tomado, segundo Julia Ortega, porta-voz do Legislativo.

O presidente Rafael Correa afirmou que não vai recuar do projeto que prevê cortar benefícios aos militares, e o comando militar manifestou lealdade a ele. Correa teve de usar máscara de gás para deixar um quartel, após discursar para tropas que protestavam, e foi hospitalizado logo a seguir.

Centenas de policias e militares foram às ruas em Quito, Guayaquil e Cuenca protestar contra proposta de legislação, feita pelo presidente Rafael Correa, que reduziria seus ganhos, tirando bônus e incentivos.

Eles queimaram pneus, ocuparam instalações militares e chegaram a fechar acessos às cidades.

Discurso de Correa
Em clima tenso, o presidente Correa discursou durante a manhã em um quartel do Exército em Quito e disse que não cederia.

“Não darei nenhum passo atrás. Se quiserem, tomem os quarteis, se quiserem deixar a cidadania indefesa e se quiserem trair sua missão de policiais”, afirmou Correa em uma acalorado discurso ante dezenas de militares que tomaram o principal regimento de Quito.

“Se quiserem matar o presidente, aqui estou, matem-no se tiverem vontade, matem-no se tiverem poder, matem-no se tiverem coragem ao invés de fiar covardemente escondido na multidão”, disse. “Se quiserem destruir a pátria, aí está! Mas o presidente não dará nem um passo atrás.”

Correa teve de usar máscara de gás para deixar o lugar, segundo relatos de testemunhas.

Depois de sair do regimento, Correa tirou a máscara e foi levado ao vizinho hospital da polícia, onde entrou de maca, mostrando sinais de asfixia por gás lacrimogênio.

Dois militares também ficaram feridos, segundo o hospital militar.

Comando promete lealdade
O principal comandante militar do Equador, general Ernesto González, afirmou que os soldados seguem leais a Correa.

“Nós estamos sob o estado de direito, estamos subordinados à máxima autoridade que é o senhor presidente da República”, disse em entrevista na cidade de Cuenca.

Ele disse que iria tomar as medidas necessárias para restabelecer a ordem.

Chanceler
O ministro de Relações Exteriores, Ricardo Patiño, disse que não há protestos populares, mas que os atos da polícia são “inaceitáveis e intoleráveis”.

“Esta não é uma insurreição popular, é uma insurreição de alguns grupos da polícia que estão mal informados porque, caso contrário, não fariam isso”, acrescentou.

Patiño denunciou ainda que, por trás das mobilizações militares e policiais, podem haver setores golpistas que buscam desestabilizar o país.

O ministro coordenador de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajar, disse que o país está em situação “delicada” e enfrentando um processo de “desestabilização do governo e da democracia”.

O presidente do Banco Central do Equador, Diego Borja, pediu calma, dizendo à população que não saque seu dinheiro dos bancos.

“O pior que poderia ocorrer neste momento é entrar em pânico, sacar dinheiro, colocar-se em risco porque saem do banco e podem ser assaltados”, disse Borja. Com o protesto de policiais, foram registrados alguns roubos a bancos nas últimas horas.

Procurada pelo G1, a Embaixada do Equador no Brasil afirmou que não iria falar sobre o assunto até que haja uma declaração oficial do governo equatoriano.

Aeroporto
Cerca de 500 policiais e militares teriam tomado a pista do aeroporto, segundo a rádio pública do Equador.

“Cerca de 150 efetivos da Força Aérea Equatoriana tomaram a pista do aeroporto Marechal Sucre e também a rua na entrada”, afirmou à rádio Quito o porta-voz da empresa administradora Quiport, Luis Galárraga. Ele acrescentou que o pessoal está formado em ambas as pistas e que, por motivos de segurança, é impossível dar prosseguimento às operações.

Impasse
Os protestos militares ocorrem ao mesmo tempo que o país enfrenta um impasse entre Correa e congressistas do seu próprio partido.

Mais de metade dos 124 parlamentares são oficialmente do bloco de Correa, mas o presidente teria entrado em atrito com eles porque eles não teriam concordado com propostas de austeridade e para reduzir a burocracia estatal – e nas quais estão incluídos os cortes nos benefícios para policiais e militares.

Correa estaria considerando dissolver o Parlamento, para governar por decreto até a convocação de novas eleições, segundo a ministra Doris Solis.

A dissolução da Assembleia é uma possibilidade prevista na Constituição aprovada em 2008, que permite ao presidente adotar a medida e convocar eleições imediatas para a escolha de novas autoridades legislativas e um novo presidente. Ela precisaria ser aprovada pelo tribunal constitucional.

Solís acrescentou que a decisão final dependerá de uma reunião convocada pela Assembleia Nacional para reconsiderar a votação sobre reformas legais que visam reduzir as dimensões da máquina pública.

“Estávamos avaliando. Ainda não foi tomada uma decisão. Nossa bancada tem a obrigação de ser coerente com o projeto. Desta maneira não é possível fazer política, e menos ainda um projeto de transformações”, disse a ministra, depois de uma reunião com o presidente, parlamentares e funcionários do governo.

O país, de 14 milhões de habitantes, tem uma longa história de instabilidade política.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) convocou uma reunião de emergência para analisar o caso, nesta tarde em Washington.