21 de setembro de 2010

AHMADINEJAD DESAFIA OS EUA A UMA "GUERRA SEM LIMITES"

“Quando, porém, ouvirdes falar em guerras e rumores de guerras, não vos perturbeis; forçoso é que assim aconteça: mas ainda não é o fim.” Marcos 13:7.
Alvin Toffler, escritor, aprecio a forma como ele aborda os problemas mundiais, particularmente, o “Choque do Futuro”, este livro está editado em quase todas as línguas europeias. É verdade que a sua abordagem é fundamentalmente no dominio da ciência e da técnica, demonstra através destas duas vias a influencia profunda entre as culturas e as religiões (a guerra que se aproxima a estratégia acenta  na ciência e na técnica). Estou de acordo em que o choque do futuro não será a China contra o Japão, ou América contra a Europa, mas sim os países muçulmanos encabeçados pelo Irão contra a América. O desafio foi lançado por Ahmadinejad e ele não vai parar.
Vários ventos sopram; pedofilia, bancarrota, petróleo, mas “Quando, ...ouvirdes falar em guerra e rumores de guerras, ...ainda não é o fim”. É um RUMOR, UM RUMOR! E este passou-se na Assembleia-Geral da ONU, ele não usa palavras com colarinho abotoado e peúgas altas, nem sapatos de biqueira larga e pasta, se o observarmos com atenção, talvez possamos compreender as suas palavras:
“A ordem discriminatória do capitalismo e as abordagens hegemónicas enfrentam a derrota e aproximam-se do seu fim”, disse Ahmadinejad, perante a sala semi-vazia da Assembleia-Geral da ONU, desta vez menos por causa das saídas em protesto dos diplomatas ocidentais e mais por ser ainda manhã cedo. Apenas a delegação canadiana fez questão de estar presente e sair mal Ahmadinejad começou o discurso, “em protesto contra a situação dos direitos humanos no país”, explicou a diplomacia de Otava.
Sem fazer referência directa ao combate à pobreza, mas evitando também a controvérsia de outros anos, o líder iraniano optou por culpar “as exigências do capitalismo e das corporações transnacionais pelo sofrimento causado a inúmeras mulheres, homens e crianças” em todo o mundo.
As palavras mais duras reservou-as para as muitas entrevistas que, todos os anos, concede à imprensa americana. Num pequeno-almoço com jornalistas, avisou que se a Administração americana ousasse atacar o país enfrentaria um conflito sem precedentes na sua história. “Os Estados Unidos nunca entraram numa guerra séria, nem no Vietname, nem no Afeganistão, nem sequer na II Guerra Mundial”, disse, antes de acrescentar: “Fazer a guerra não é só bombardear um sítio. Quando ela começa não tem limites”. Ainda assim, garantiu que o país “está disponível para negociar” com Washington e recusou comentar um eventual ataque aéreo israelita – “o regime sionista é uma pequena entidade no mapa e não aparece como um factor real na nossa equação”.

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